quarta-feira, 23 de março de 2011

Interdisciplinaridade e o ensino de Ciências

       
        Desvendar os mistérios do homem e da natureza sempre nos atraiu. Nesse sentido o papel das ciências no ensino fundamental é ser “espaço privilegiado onde as diferentes explicações sobre o mundo, os fenômenos da natureza e as transformações produzidas pelo homem podem ser expostas e comparadas” [1].
        A ciência por influência do positivismo foi mitificada, segundo Barreto (Salles, 2007, p.56) o ensino de Ciências tinha o professor como expositor e o aluno receptor, as atividades não passavam de cópia dos livros. Foi somente após a Revolução Industrial que o ensino de ciências com vistas à formação do pequeno cientista aderiu ao método da investigação e experimentação. Já em 1950 e 1960 o ensino, “refletia a situação do mundo após a Segunda Guerra Mundial” (Salles, 2007, p.57).
        No Brasil, por volta de 1950 fundou-se o Ibecc, visando melhorar o ensino de ciências e a formação específica dessa área, mas o ensino limitava-se a repetição e memorização, havia um espaçamento grande entre teoria e prática. Então, em 1960 o ensino voltou-se para a experimentação através do método científico, nesta fase “o professor pela primeira vez é visto como figura participante do processo de Ensino-Aprendizagem” (Salles, 2007, p.61).
         Em 1980 o ensino recebeu influência da psicologia cognitivista e passou a contemplar questões sociais. Até que por volta de 1990 o ensino de ciências assinalou a importância de equilibrar a relação do homem com a natureza.  A partir daí, desmistificar a ciência mostrando que ela faz parte do cotidiano tornou-se prioridade.
        O ensino de ciências passou a valorizar um currículo flexível objetivando a alfabetização científica, mas sem desmerecer o conhecimento prévio. E o aluno é visto como autor de sua aprendizagem, o que “significa afirmar que é dele o movimento de ressignificar o mundo” [2], e a interdisciplinaridade entrou em pauta como um possível caminho para enriquecer o ensino.
        O homem deixou de ser o centro do universo para tomar consciência de que Tudo o que acontecer à terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida: é antes, um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si mesmo" (Chefe Seattle, 1855).


[1] PCNs ciências naturais.
[2] PCNs ciências naturais.

By Luciana de Castro Regis

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