Para entender o que é interdisciplinaridade e o que ela implica recorremos às palavras de Ivani Fazenda, uma das maiores especialistas no assunto:
(...), pois interdisciplinaridade não se ensina, nem se aprende, apenas vive-se, exerce-se. Interdisciplinaridade exige um engajamento pessoal de cada um. Todo indivíduo engajado nesse processo será o aprendiz, mas, na medida em que familiarizar-se com as técnicas e quesitos básicos, o criador de novas estruturas, novos conteúdos, novos métodos, será motor de transformação.
(Fazenda, 1979, p. 56)
Embora muitos educadores concordem com o conceito de interdisciplinaridade, o que se vê por aí anda bem longe de ter esse caráter interdisciplinar, ou porque não se sabe como fazer ou porque demanda esforço em todos os âmbitos das relações. É preciso querer ser o aprendiz!
O mundo globalizado exige do homem uma postura diferente. As crianças hoje, com tenra idade, utilizam a internet como ferramenta básica, elas têm até mesmo amigos virtuais. “As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado” [1]. Todas essas mudanças no nosso modo de vida fez brotar a necessidade de trabalharmos o homem como ser integrado.
Sendo a escola um espaço de convívio e entrosamento das diferentes culturas, deve oportunizar o diálogo. Por isso um currículo que abrace o diálogo pode contribuir para o enriquecimento do Ensino-Aprendizagem, sobretudo quando pensamos no Ensino Fundamental, onde a base daquilo que seremos se fundamenta. A Educação torna-se indispensável, e será ela que colocará o homem no caminho do aprendizado contínuo.

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